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Capítulo 9 – Quem sou eu quando não estou a cuidar de ninguém?
Como reencontrar a tua identidade para além dos papéis que desempenhas Reencontrar a minha identidade tornou-se a minha maior missão de vida. Há uns capítulos, quando partilhei convosco o arranque desta série, fiz uma pergunta que ecoava no fundo do meu próprio peito e que sei que tocou a alma de muitas de vós: “Então… e eu!?”. Aquele foi o meu primeiro passo para voltar a gostar de mim mesma. Fiz o caminho, limpei as gavetas da minha alma e, no último capítulo, ganhei a coragem necessária para deixar de agradar a todos. No entanto, quando finalmente fechei a porta às expectativas do mundo, um silêncio novo instalou-se na minha…
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Como deixar de agradar a todos sem sentir culpa
Capítulo 8 — O dia em que deixei de agradar a todos Deixar de agradar a todos sem sentir culpa!? Houve um momento exato na minha vida em que a exaustão me obrigou a parar. Não foi um cansaço físico daqueles que se curam com uma tarde de descanso ou uma noite de sono profundo. Foi, sim, o peso invisível, mas profundamente sufocante, de passar anos a fio a tentar ser a mulher perfeita para o mundo inteiro. Olhei para trás e percebi o erro: o dia em que decidi deixar de agradar a todos foi o dia em que finalmente comecei a viver. Até esse ponto de viragem, a…
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Capítulo 7 – Nunca é tarde para realizar sonhos
Porque alguns sonhos apenas esperam pelo momento certo. Há uma frase que muitas mulheres repetem em silêncio, quase sem se aperceberem do peso que ela carrega. “Já é tarde para mim.” Tarde para mudar de profissão. Tarde para voltar a estudar. Tarde para abrir um negócio. Tarde para escrever um livro. Tarde para aprender uma nova paixão. Tarde para começar de novo. Sem darmos por isso, deixamos que o tempo se transforme numa barreira invisível. Convencemo-nos de que existem idades certas para sonhar e outras para desistir. Mas quem decidiu isso? Em que momento alguém escreveu que os sonhos têm prazo de validade? A verdade é que não têm. Os…
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Capítulo 6 – A elegância silenciosa de uma mulher com presença
A elegância silenciosa … Durante muitos anos pensei que elegância era uma questão de roupa, de postura ou de acessórios. Achava que estava na combinação perfeita, nos pequenos detalhes, na forma de caminhar ou na escolha de um colar. Hoje sei que a elegância mais rara nasce quando uma mulher faz as pazes consigo mesma. E essa não se compra. Não se veste. Não se aprende num espelho. Cultiva-se. A elegância silenciosa de uma mulher com presença começa por dentro Há mulheres que entram numa sala e ninguém repara na marca da roupa que vestem. Reparam na forma como olham. Na serenidade que transmitem. Na forma como escutam. Na calma…
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Capítulo 5 – Quando uma mulher deixa de pedir licença para existir
Deixar de pedir licença para existir, é momentos na vida que não chegam com barulho.
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1 – Hoje escrevi num guardanapo
Hoje escrevi num guardanapo. Não trouxe o meu caderno. Nem o bloco de notas. Nem sequer tinha intenção de escrever. Trouxe apenas os pensamentos que me acompanhavam enquanto tomava o pequeno-almoço na cafetaria de sempre. A mesma mesa. O mesmo café. O mesmo cantinho onde tantas vezes me sento para pensar na vida. Mas hoje a vida pesava um pouco mais. Ontem recebi uma notícia que me partiu o coração. A minha tia paterna, que sempre foi muito mais do que uma tia para mim, está gravemente doente. Há pessoas que ocupam lugares especiais na nossa vida. Lugares que não se explicam. Sentem-se. E ela ocupa um desses lugares. Talvez…
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Capítulo 4 – A coragem de começar não tem idade
A coragem para começar não tem idade…Dizem-nos muitas vezes que há uma idade certa para começar. Uma idade para mudar. Uma idade para sonhar. Uma idade para arriscar. Como se a vida tivesse um calendário invisível que decidisse o que podemos ou não fazer. Mas a verdade é que a coragem não olha para a idade. Olha para a vontade. Durante muito tempo, também pensei que algumas oportunidades tinham passado por mim. Que certos sonhos pertenciam à juventude. Que havia portas que já não se abririam. Mas a vida tem uma forma curiosa de nos surpreender. Às vezes, aquilo que não aconteceu aos vinte acontece aos cinquenta. Aquilo que não…
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Capítulo 3 – Escolhi toda a gente. Menos a mim.
Hoje escrevo sem pressa. Talvez porque a vida me tenha ensinado que há coisas que só compreendemos quando paramos para as sentir. Durante anos, escolhi muita gente. Escolhi estar presente. Escolhi cuidar. Escolhi resolver. Escolhi ser forte quando era preciso. E, sem dar por isso, fui deixando uma pessoa para trás. Eu. Não aconteceu de um dia para o outro. Aconteceu devagarinho. Aconteceu cada vez que disse: “Depois trato de mim.” Aconteceu cada vez que adiei um sonho. Cada vez que coloquei as necessidades dos outros à frente das minhas. Cada vez que me convenci de que podia esperar mais um pouco. E talvez seja por isso que tantas mulheres…
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Capítulo 2-Quando uma mulher volta a gostar da mulher que se tornou
Neste capítulo 2, quero apenas honrar a mulher que me tornei! Há uns tempos escrevi sobre a pergunta que mudou a minha vida: "Então... e eu?"...
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Capítulo 1 Então… e eu!?
Durante muito tempo achei que era assim que devia ser. Que ser uma boa mulher era dar prioridade aos outros. Que ser uma boa mãe era estar sempre disponível. Que ser uma boa companheira era compreender, ceder e esperar. Até ao dia em que percebi que estava a viver uma vida onde já não cabia. Lembro-me de olhar para mim e pensar: Então... e eu?












