HÁ MULHERES QUE PASSAM ANOS SEM SE ESCOLHER.
Há mulheres que passam anos a escolher toda a gente…menos a si próprias.
Escolhem estar presentes.
Resolver problemas.
Cuidar.
Ajudar.
Agarrar tudo para que nada caia. E sem perceber…vão-se deixando para último lugar.
Primeiro adiam pequenos desejos. Depois adiam descanso. Depois adiam sonhos. Até que um dia já nem sabem bem aquilo de que gostam.
Muitas mulheres aprenderam a viver em função dos outros. Da família. Do trabalho. Das responsabilidades. Das expectativas. E durante muito tempo acreditaram que isso era força. Mas existe uma diferença silenciosa entre amar os outros…e abandonar-se a si própria.
Há mulheres cansadas não apenas do corpo, mas da sensação de viver anos sem espaço para si mesmas. Sem tempo. Sem pausa. Sem presença. E talvez seja por isso que tantas mulheres chegam a uma fase da vida em que sentem um vazio difícil de explicar. Porque passaram demasiado tempo sem se escolher. Sem se ouvir. Sem se priorizar. Sem se tratar com o mesmo carinho que oferecem a toda a gente.
Mas existe um momento importante.
O momento em que uma mulher percebe: “eu também mereço cuidado.”
E tudo começa lentamente a mudar. Não de forma dramática. Mas nos pequenos detalhes. Na forma como volta a arranjar-se por prazer. Na coragem de dizer “não”. Na vontade de descansar sem culpa. No hábito de voltar a ouvir aquilo que sente. Porque escolhermo-nos não é egoísmo. É reencontro.
E talvez a verdadeira elegância de uma mulher comece exatamente aí…no momento em que deixa de se colocar sempre em último lugar 🤍


