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Então… e eu?
Houve um dia em que olhei ao espelho e não me reconheci. Não foi de repente. Não aconteceu de um dia para o outro. Foi o resultado de anos a colocar toda a gente à minha frente. Anos a cuidar, a resolver, a apoiar, a estar presente para todos. Os filhos. A casa. O trabalho. As responsabilidades. A família. E eu fazia tudo com amor. Mas, algures pelo caminho, deixei de me ver. Deixei de me ouvir. Deixei de me escolher. Durante muito tempo achei que era assim que devia ser. Que ser uma boa mulher era dar prioridade aos outros. Que ser uma boa mãe era estar sempre disponível.…
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A mulher que aprende a gostar da mulher que se tornou
Durante muito tempo, muitas mulheres vivem em guerra com o tempo. Tentam esconder a idade.Disfarçar marcas.Apagar sinais da vida.Como se envelhecer fosse perder valor. Mas existe um momento importante na vida de uma mulher. O momento em que ela percebe que elegância não tem a ver com parecer mais nova…tem a ver com sentir-se bem na mulher que se tornou. E isso muda tudo. Porque quando uma mulher deixa de lutar contra si própria… começa finalmente a florescer de outra forma. Existe uma beleza muito especial numa mulher madura que aprendeu a aceitar-se.Não porque se acha perfeita.Mas porque já percebeu que perfeição nunca foi o mais importante. A maturidade traz…
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HÁ MULHERES QUE PASSAM ANOS SEM SE ESCOLHER.
Há mulheres que passam anos a escolher toda a gente…menos a si próprias. Escolhem estar presentes. Resolver problemas. Cuidar. Ajudar. Agarrar tudo para que nada caia. E sem perceber…vão-se deixando para último lugar. Primeiro adiam pequenos desejos. Depois adiam descanso. Depois adiam sonhos. Até que um dia já nem sabem bem aquilo de que gostam. Muitas mulheres aprenderam a viver em função dos outros. Da família. Do trabalho. Das responsabilidades. Das expectativas. E durante muito tempo acreditaram que isso era força. Mas existe uma diferença silenciosa entre amar os outros…e abandonar-se a si própria. Há mulheres cansadas não apenas do corpo, mas da sensação de viver anos sem espaço para…
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Há mulheres que se perderam sem dar por isso!
Há mulheres que não se perderam de repente. Foram desaparecendo devagarinho…enquanto cuidavam de toda a gente menos delas próprias. Entre rotinas. Responsabilidades. Dias iguais. Cansaços acumulados. Silêncios que ninguém percebeu. E um dia olham ao espelho…e já não se reconhecem totalmente. Não porque deixaram de ser bonitas, mas porque deixaram de se sentir presentes dentro da própria vida. Muitas mulheres habituaram-se a viver em piloto automático… Acordar. Resolver. Cuidar. Dar conta de tudo. E no meio disso … foram-se deixando para último lugar. Deixaram de se arranjar por prazer. Deixaram de descansar sem culpa. Deixaram de olhar para si com carinho. E talvez o mais triste seja isto: há mulheres…





