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Capítulo 9 – Quem sou eu quando não estou a cuidar de ninguém?
Como reencontrar a tua identidade para além dos papéis que desempenhas Reencontrar a minha identidade tornou-se a minha maior missão de vida. Há uns capítulos, quando partilhei convosco o arranque desta série, fiz uma pergunta que ecoava no fundo do meu próprio peito e que sei que tocou a alma de muitas de vós: “Então… e eu!?”. Aquele foi o meu primeiro passo para voltar a gostar de mim mesma. Fiz o caminho, limpei as gavetas da minha alma e, no último capítulo, ganhei a coragem necessária para deixar de agradar a todos. No entanto, quando finalmente fechei a porta às expectativas do mundo, um silêncio novo instalou-se na minha…
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Capítulo 7 – Nunca é tarde para realizar sonhos
Porque alguns sonhos apenas esperam pelo momento certo. Há uma frase que muitas mulheres repetem em silêncio, quase sem se aperceberem do peso que ela carrega. “Já é tarde para mim.” Tarde para mudar de profissão. Tarde para voltar a estudar. Tarde para abrir um negócio. Tarde para escrever um livro. Tarde para aprender uma nova paixão. Tarde para começar de novo. Sem darmos por isso, deixamos que o tempo se transforme numa barreira invisível. Convencemo-nos de que existem idades certas para sonhar e outras para desistir. Mas quem decidiu isso? Em que momento alguém escreveu que os sonhos têm prazo de validade? A verdade é que não têm. Os…
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Capítulo 3 – Escolhi toda a gente. Menos a mim.
Hoje escrevo sem pressa. Talvez porque a vida me tenha ensinado que há coisas que só compreendemos quando paramos para as sentir. Durante anos, escolhi muita gente. Escolhi estar presente. Escolhi cuidar. Escolhi resolver. Escolhi ser forte quando era preciso. E, sem dar por isso, fui deixando uma pessoa para trás. Eu. Não aconteceu de um dia para o outro. Aconteceu devagarinho. Aconteceu cada vez que disse: “Depois trato de mim.” Aconteceu cada vez que adiei um sonho. Cada vez que coloquei as necessidades dos outros à frente das minhas. Cada vez que me convenci de que podia esperar mais um pouco. E talvez seja por isso que tantas mulheres…
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Capítulo 1 Então… e eu!?
Durante muito tempo achei que era assim que devia ser. Que ser uma boa mulher era dar prioridade aos outros. Que ser uma boa mãe era estar sempre disponível. Que ser uma boa companheira era compreender, ceder e esperar. Até ao dia em que percebi que estava a viver uma vida onde já não cabia. Lembro-me de olhar para mim e pensar: Então... e eu?
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A mulher que aprende a gostar da mulher que se tornou
Durante muito tempo, muitas mulheres vivem em guerra com o tempo. Tentam esconder a idade. Disfarçar marcas. Apagar sinais da vida. Como se envelhecer fosse perder valor.
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HÁ MULHERES QUE PASSAM ANOS SEM SE ESCOLHER.
Há mulheres que passam anos a escolher toda a gente…menos a si próprias. Escolhem estar presentes. Resolver problemas. Cuidar. Ajudar. Agarrar tudo para que nada caia. E sem perceber…vão-se deixando para último lugar. Primeiro adiam pequenos desejos. Depois adiam descanso. Depois adiam sonhos. Até que um dia já nem sabem bem aquilo de que gostam. Muitas mulheres aprenderam a viver em função dos outros. Da família. Do trabalho. Das responsabilidades. Das expectativas. E durante muito tempo acreditaram que isso era força. Mas existe uma diferença silenciosa entre amar os outros…e abandonar-se a si própria. Há mulheres cansadas não apenas do corpo, mas da sensação de viver anos sem espaço para…
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Há mulheres que se perderam sem dar por isso!
Há mulheres que não se perderam de repente. Foram desaparecendo devagarinho…enquanto cuidavam de toda a gente menos delas próprias.












